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Reforma Democrática do Estado

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A nova esquerda e a Reforma Democrática do Estado
09/09/2010
RJ
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Fim dos Cargos Comissionados na esfera Legislativa
O país assiste perplexo a onda de denúncias contra o Presidente do Senado. Vários partidos propuseram a renúncia do Senador Sarney em nome da ética e da moralidade pública. Será que somente o Presidente do Senado nomeia parentes e amigos para ocupar os cargos na Corte? Na verdade, em todas as esferas legislativas, os amigos do rei são entronizados nos cargos públicos como um sistema patrimonialista. O PPS precisa romper com essa rede e lutar pelo fim dos cargos comissionados no Poder Legislativo.

A opinião pública e alguns partidos de oposição exigem a renúncia imediata do Senador José Sarney da Presidência do Senado, em nome da ética e da moralidade parlamentar. Sarney nomeou uma constelação de amigos e parentes para cargos públicos comissionados sem o menor pudor ao erário e respeito aos contribuintes. Os amigos do rei são entronizados nos cargos como um sistema patrimonial, ocupando os espaços na administração pública como um negócio a explorar e a dividir com os seus correligionário.

Neste caso e em tantos outros a opinião pública está coberta de razão, mas quanto aos partidos políticos, na verdade é pura demagogia e hipocrisia. Vários parlamentares, com algumas exceções, adotam como prática a nomeação de parentes e amigos para os cargos comissionados, chegando inclusive, de acordo com os noticiários,  a confiscar parte dos salários destes para o caixa dois.

Observa-se claramente que em todas as eleições ocorre uma renovação significativa do quadro de parlamentares nas diversas casas, mas a prática é a mesma, ou seja, mudam-se apenas os personagens. O PPS não pode compactuar com essa drenagem de recursos para atender aos amigos do rei; é preciso romper com esse costume e hábito tão danoso aos cofres públicos e lutar pela moralidade na vida pública, exigindo o fim dos cargos comissionados. Acabar com a farra dos apadrinhamentos políticos em todads as esferas do poder público é um princípio ético. Não podemos ignorar os fatos que acontecem ao nosso redor, pois hoje crucificamos, amanhã seremos os crucificados.

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