A representação parlamentar é a pedra basilar de sustentação de uma sociedade democrática, cuja finalidade precípua é a defesa dos interesses público e da coletividade. O voto do eleitor representa um instrumento de mudança e transformação na vida do eleitor, representa também a participação direta no destino da sociedade. Votar e ser votado é o exercício pleno do direito democrático e social. Os alicerces da democracia significam o respeito aos direitos do cidadão, mas quando a representação é obscura, individualista e patrimonialista, tem-se um sistema rigorosamente oligárquico.
O povo tem o poder de votar e eleger, mas não possui o mesmo "poder", quando se trata de exigir a saída de uma representação desqualificada pelos atos que desmoralizam o processo democrático.
A sustentabilidade do processo democrático exige maior participação do eleitor nos assuntos de interesse coletivo e social, de ser protagonista nos processos de transformação social, éticos e morais.
O eleitor precisa ter voz, voto e mecanismos legais para participar efetivamente nos processos éticos e morais que contrariam o decoro parlamentar. É imperioso reconhecer o eleitor como o principal agente do processo democrático, permitindo uma participação direta nos conselhos de ética parlamentar.